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| Território
sem Fronteiras Por Cyl Gallindo cylgallindo@yahoo.com |
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| NOVA FRANCACHELA
Fui surpreendido com a chegada de mais um número de Francachela
– Revista Internacional de Literatura e Arte. Acontece que essa
edição é diferente. A revista voltou a ser editada
no Chile, onde nascera, em 1996, sob inspiração do escritor
Carlos Aránguiz Zúñinga. Apenas Chile e Argentina
participavam do projeto de expressar as novas tendências culturais
e apoiar a difusão do conhecimento recíproco. Logo o Peru
abraçou a ideia. Quatro anos depois, José Ezequiel Kameniecki
trouxe o projeto para Buenos Aires. Outros países passaram a
participar daquilo que chamamos de “sonho” de Integração
Cultural Latino-americana: Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, Estados
Unidos, México, Porto Rico, Uruguai e Brasil, cabendo-me a coordenação.
Nesse ínterim, ampliamos as atividades e criamos, dentro da Editorial
Francachela, a CICLA – Coleção Integração
Cultural Latino-americana -, hoje com uma dezena de livros traduzidos
para o espanhol e publicados em Buenos Aires. COLETÂNEA BILINGUE
A escritora e tradutora argentina Sílvia Long Honi, grande colaboradora
de Francachela e perfeitamente integrada ao lema de integração
cultural latino-americana, decidiu levar aos leitores argentinos e brasileiros
uma obra que reúne dez poetas destes dois países. Da Argentina,
participam Héctor Miguel Ángeli, Silvia Aída Catalán,
Rubén Derlis, Alejandro Drewes, Ernesto Goldar, Long-Ohni, Graciela
Maturo, Norma Pérez Martín, Michou Pourtalé y Fernando
Sánchez Zinny. POESIA DE ABH EM BÚLGARO Acaba de sair, em Sófia, Bulgária, a antologia poética Lua da Fonte / Elegia de Varna, de Anderson Braga Horta, com seleção, prólogo e tradução para o búlgaro de Rumen Stoyanov. O lançamento ocorreu em 5 de agosto. A edição, bilíngüe, a cargo da Ogledalo, sediada na capital búlgara, contou com o apoio do nosso Ministério das Relações Exteriores e da Embaixada do Brasil em Sófia. Devem-se as capas e ilustrações a Momtchil Stoyanov, arquiteto e artista plástico daquela nacionalidade, residente em São Paulo. São 46 os poemas selecionados: Elegia de Varna, Criança Chorando, Minha Filha, Pescador, Tanto Mar, e se Acaba, Noturno da Guanabara, A Máquina de Escrever, Naquele Tempo, Noite Alta, Anoitecer na Cidade Morta, Incomunicações (n.º 1 e n.º 3), Nós, o Homem, Aéreo, A Engrenagem, Torres, Noturno, O Grilo, Impureza, Nasce o Dia e já Morre, Captura, Telex, Aprendizado, Antecâmara, Perda, Música, Poeminha Súbito, Rústica, A uma Pianista, Abismos, O Retrato, Olhos, Lua da Fonte, Fluxo, O Edifício, Vesperal, Sacrifício, Espelho, Hermética, Pureza, Haicai Conseqüente, Haicai, No Grande Mar, ***, Retrato Indimensional, Tudo-Nada. O prefácio: ANDERSON BRAGA HORTA
Anderson Braga Horta (1934) é o brasileiro que mais fez pela
divulgação da nossa literatura búlgara naquele
enorme país. Em 1975, em São Paulo, apareceu a antologia
“Observatório”, de Liubomir Levtchev. É
o primeiro livro traduzido do búlgaro ao português sem
a intermediação de outro idioma. Braga Horta o redactou,
escreveu o prólogo “Uma Janela para a Poesia Búlgara”;
a seleção e tradução são de Rumen
Stoyanov. Quase trinta anos mais tarde, em Brasília, saíram
os “Contos de Tenetz” (2004), de Yordan Raditchkov,
Anderson e eu somos co-tradutores do livro, cujos textos escolhi com
a aprovação do autor. Além disto, o brasileiro
redigiu um dos nossos dois prefácios: “Sobre os Contos
e a Tradução”. Em 2005, o Presidente Gueorgui Parvanov,
de visita oficial no Brasil, apresentou a obra em recepção
na Embaixada búlgara e Anderson falou por aquele motivo e o Chefe
de Estado da Bulgária presenteou com um exemplar seu homólogo,
o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. “Contos de Tenetz”
recebeu dezenas de resenhas em revistas, jornais, suplementos literários
e culturais, páginas da internet, cartas, e isto graças
ao infatigável Braga Horta. E se agora posso dizer, sem exagero,
que este é o livro búlgaro mais comentado no Brasil, devo-o
outra vez a Braga Horta, quem com a diligência que o distingue
me envia todas as referências de lá. Entre “Observatório”
e “Contos de Tenetz”, ele publicou na imprensa
uma série de notas relativas aos vínculos literários
bilaterais. É sabido, para que um conjunto de papéis veja
a luz são necessários um montão de coisas que ficam
à sombra. Quanto a “Observatório”
e “Contos de Tenetz”, Anderson fez não poucas. Rumen Stoyanov |
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