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O melhor de mim
está solto no vento.
Mãos, raízes, searas
e outras nuvens que invento.
Ai, o melhor de mim
no vento é que está.
Utopias, pandorgas
que menino avento.
Entretanto maduro
para todos os ares,
os semeio, e mais colho
aurassóis: cata-vento.
E, arando brisas, onde
me lamento, aí canto.
Pois o melhor de mim
frutifica no vento.
(Exercícios de Homem, Comitê de Imprensa do Senado, 1978)
Anderson Braga Horta nasceu em Carangola, MG, em 1934. Reside em Brasília desde 1960. É poeta, contista e ensaísta. Publicou diversos livros, entre eles: Altiplano e Outros Poemas, Marvário, Incomunicação, Exercícios de Homem, Cronoscópio, O Cordeiro e a Nuvem, O Pássaro no Aquário e outros até então inéditos foram enfeixados em Fragmentos da Paixão – Poemas Reunidos (Massao Ohno, S. Paulo, 2000), ganhador do Prêmio Jabuti 2001. Publicou, ainda, Pulso (Barcarola, S. Paulo, 2000), Quarteto Arcaico (EGM, Jaboatão, 2000), Antologia Pessoal (Thesaurus, Brasília, 2001), 50 Poemas Escolhidos pelo Autor (Galo Branco, Rio, 2003) e Soneto Antigo (Thesaurus / FAC, 2009). Em prosa, pela Thesaurus/ Fundo da Arte e da Cultura: A Aventura Espiritual de Álvares de Azevedo: Estudo e Antologia (2002), Sob o Signo da Poesia: Literatura em Brasília (2003), Testemunho & Participação: Ensaio e Crítica Literária (2005), Criadores de Mantras: Ensaios e Conferências (2007) e os contos de Pulso Instantâneo (2008). Traduziu e publicou Traduzir Poesia (Thesaurus, 2004). Em parceria, traduziu ainda, entre outros: Poetas do Século de Ouro Espanhol / Poetas del Siglo de Oro Español, com Fernando Mendes Vianna e José Jeronymo Rivera; estudo introdutório de Manuel Morillo Caballero (Thesaurus / Consejería de Educación y Ciencia de la Embajada de España, 2000); Poetas Portugueses y Brasileños de los Simbolistas a los Modernistas, org. de José Augusto Seabra (Instituto Camões / Embaixada de Portugal em Buenos Aires / Thesaurus, 2002; versão para o espanhol, com Rodolfo Alonso, José Jeronymo Rivera, José Antonio Pérez, Kori Bolivia, Manuel Graña Etcheverry, Rumen Stoyanov e Ángel Crespo; notas sobre os poetas brasileiros
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