Nascido no dia 20 de dezembro de 1947, em Salgueiro, sertão de Pernambuco, Raimundo Carrero fixou-se no Recife após concluir o curso colegial. A descoberta da literatura surgiu em sua cidade natal, quando o seu irmão mais velho, que era ator de circo, deixou vários livros embaixo dos balcões da loja de roupas e chapéus de seu pai.
 


Carrero passava horas lendo Graciliano, Shakespeare, Ibsen, entre outros. Começou escrevendo como músico. Em 1964, formou um conjunto que se chamava Os Cometas. Na década de 70, no Recife, transformou-se em músico profissional, tocando saxofone tenor, em um conjunto de Rock chamado Os Tártaros.

Atuou também como jornalista no rádio e na televisão. No jornal Diário de Pernambuco, trabalhou durante 25 anos, exercendo vários cargos, entre os quais crítico literário e editor nacional. Foi também assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal de Pernambuco.

Foi membro do Movimento de Cultura Popular e do Conselho Municipal de Cultura do Recife, durante oito anos. Até 1998, foi presidente da Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe). Em 1975, sua oportunidade literária surgiu , através do escritor Ariano Suassuna que o estimulou a publicar o seu primeiro livro: A História de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão.

Carrero é detentor de vários prêmios literários, no âmbito regional e nacional. Com seu romance Somos Pedras que se Consomem (1995), ganhou os Prêmios Machado de Assis e o da Associação Paulista de Críticos de Arte, a APC. Também recebeu o Prêmio Jabuti com o livro de contos As sombrias Ruínas da Alma (1999).

Em 2004, participou da Festa Literária Internacional de Parati, juntamente com vários autores entre eles: Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Chico Buarque, Moacyr Scliar... Mas foi, em 2005, que veio a imortalidade. Torna-se membro da Academia Pernambucana de Letras. Além da sua atuação como escritor, Raimundo Carrero ministra oficinas literárias no Recife, desde 1988.


>> Das Obras Publicadas:

- A História de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão. 1975.

- As Sementes do Sol – O Semeador. 1981.

- O senhor dos sonhos. Editora Atual, 1987.

- A Dupla Face do Baralho- Confissões do Comissário Félix Gurgel. 1984.

- Maçã Agreste. José Olympio, 1989.

- Sinfonia para Vagabundos. Edições Bagaço, 1992.

- Somos Pedras que se Consomem. Iluminuras, 1995.

- As sombrias ruínas das almas. Iluminuras, 1999.

- Sombra Severa. Iluminuras, 2001.

- Ao redor do escorpião...Uma tarântula?. Iluminuras, 2003.

- Extremos do arco-íris. Edições Bagaço, 2004.

-O delicado abismo da loucura. Iluminuras, 2005.

- Os segredos da ficção – A arte de escrever. Agir, 2005.

- O amor não tem bons sentimentos. Iluminuras, 2007.

- Contos de oficina n°4. Edições Bagaço, 2007.