Café
Cultural da Fafire debate literatura de cordel – a modernidade
e a tradição |
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| Tayza Contagem | ||||||||||||||||||||||
Na
noite da última quinta-feira (24), a Fafire promoveu o V Café
Cultural. O Espaço Memorial da Faculdade recebeu estudantes,
professores e poetas da cena literária pernambucana para discutir
a cultura popular e a literatura, dentro do universo da tradição
e da modernidade. Foram convidados os integrantes da União dos
Cordelistas de Pernambuco – Unicordel e o grupo de produção
e movimento literário Nós Pós. A mediação
ficou por conta do professor Alexandre Furtado, coordenador do Café
Cultural. O encontro foi rico em recitais de cordelistas que se apresentaram
entre a participação de cada convidado. Antes do início dos debates, o público foi presenteado com uma breve apresentação do poeta Alan Sales que cantou a música de sua autoria intitulada “Profeta mensageiro”, em homenagem a Dom Hélder Câmara. Em seguida, o idealizador da Unicordel e ex-aluno da Fafire, José Honório, abriu a noite falando da importância de encontros como o Café Cultural. |
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“É
muito importante a interação do público com quem
faz a cultura popular. Hoje temos poetas com conteúdo mais social,
mais crítico, poetas que falam do interior, da cidade, poetas
jovens, da terceira idade...É importante trazer essa integração
de riquezas para o universo da academia, fazer com que a poesia popular
seja percebida como algo presente ”, afirmou. |
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A
produtora técnica do Nós Pós, Danuza Montenegro,
também considerou o encontro uma ótima oportunidade de
troca de experiências. “Uma das características do
Nós Pós é promover um ponto de cultura, de interação
crítica. Numa oportunidade como esta, é possível
trazer o movimento que nasce das ruas para dentro da academia. A poesia,
a escrita, nascem muito dos meios urbanos, dos
bares, da aglomeração de pessoas. Aqui nós
fazemos uma troca, trazemos o que está sendo produzido lá
fora para .ser..
discutido.. e analisado”, comemora. |
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O
professor Alexandre Furtado, responsável e idealizador do Café
Cultural, falou que o encontro tem um grande objetivo que é levar
a literatura popular para uma realidade mais próxima da comunidade
acadêmica. “O cordel é tradição em
Pernambuco mas, infelizmente, não se consegue incluir esse universo
no meio acadêmico, embora haja respeito, pesquisa e interesse.
Nós precisamos divulgar mais esse tipo de manifestação
cultural e nada melhor do que o III Encontro Fafire para promover isso.
Abrindo espaço para o debate, nós podemos fomentar mais
pesquisas para a atividade de cordel”, concluiu. |
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