Projeto Ficção em Pernambuco, uma parceria
entre a UBE-PE e a Livraria Saraiva
   
 
Cássio Cavalcante
       
     
 
O ato de fazer ficção é a plenitude da criação. Pois mergulhamos no campo fértil da imaginação e nos tornamos o criador de criaturas que às vezes nos surpreende e tomam seus próprios passos, conduzindo em um universo elaborado por nós que escrevemos. E foi imbuído de todas essas nuances da ficção que o poeta Vital Corrêa de Araujo criou este projeto da UBE-PE, passando a coordenação para o Escritor Alexandre Santos.
“A ficção em Pernambuco”, hoje, sob nossa coordenação, traduz uma parceria da UBE-PE com a Livraria Saraiva. As sessões mensais ocorrem no Espaço Manuel Bandeira, na livraria parceira, no Shopping Center Recife.
 
                   
   
A estrutura de organização basicamente é formada de uma mesa composta pelo Presidente da UBE-PE, o coordenador, o contemplado e dois convidados que fazem uma análise da obra do homenageado.
Já figuraram nesse projeto nomes como Waldênio Porto, Fátima Quintas, Edvaldo Arlégo, Luzilá Gonçalves, Gilvan Lemos, Cyl Gallindo entre outros. A proposta sempre é homenagear um escritor vivo.
Neste mês de setembro foi a vez de Homero Fonseca, pernambucano de Bezerros, jornalista, editor e escritor. Autor do célebre Holiúde e um contista de primeira no livro “A Vida é Fêmea”. Tendo esses livros analisados pelo professor Luís Carlos Monteiro e o crítico literário Cristiano Aguiar. No primeiro, um romance picaresco, aventuroso e cinematográfico. O autor nos presenteia com Bibiu, um contador de filmes fabuloso. Tão grande foi a aceitação desse personagem que considero um dos mais interessantes da recente literatura pernambucana. Mereceu um quadro no programa Fantástico da rede Globo.

                   
 
O professor disse com propriedade sobre o livro de contos: “...traduz exatamente o que o autor quis expressar: o presente diferenciado que caracteriza a transição feminina no mundo urbano, a desenvoltura que cada vez mais as mulheres externam”.
O crítico e editor da revista Crispim, afirmou sobre Holiúde: “A pertinência de refazer a história através da vida das camadas populares, a literatura nos faz viver os dramas humanos de maneira mais próxima do que a maior parte das modalidades de historiografia, portanto é interessante ver como Bibiu é um personagem do povo que revela como sentiu as transformações na sociedade brasileira nos processos de modernização do século XX”.
Assim é o projeto Ficção em Pernambuco, que tem como plano maior comemorar o escritor pernambucano.

                   
     
>> Cássio Cavalcante - administrador, cearense, natural de Fortaleza. Pertence a União Brasileira de Escritores – UBE/PE. Tem trabalhos publicados em diversos livros, jornais. Participou da Antologia Contos de Oficina, organizada pelo escritor Raimundo Carrero, e da Antologia das Águas, organizada por Lourdes Nicácio, Ricardo Japiassu, Graça Silva e Raphaela Nicácio. É autor do livro “Nara Leão - A Musa dos Trópicos”, editora CEPE. Organiza os programas culturais “A Cultura e a Arte em Pernambuco” e o projeto “A Ficção em Pernambuco”.