Raphaela Nicácio
“Gosto de um parêntesis/ para repensar/ meus sonhos/ minha passagem// Gosto de reconstruir/ a minha imagem/ e aprofundar meus pés/ nos meus próprios alicerces/ e me ponho em instantes/ dimensionando nortes”. Esses são apenas uns dos inúmeros versos de Turmalina Teles que mostram as emoções, o próprio tempo dividido em lâminas poéticas. A autora lançou o livro de poemas “Lâminas do Tempo” no dia 12/03, em Olinda, na Casa de Festas Dayse Nogueira, com a presença de amigos e leitores que acompanham seus trabalhos.

É o terceiro livro da autora, que anteriormente publicou “Voo livre” e “Trocando ideias”, participou de várias antologias e tem versos seus musicados pelo maestro Nunes. “Sou aquela pessoa que trouxe consigo a marca genética da arte musical do meu pai (Luiz G. Rocha, advogado e músico) e a arte pictórica da minha mãe (Josepha de Salles Rocha, paisagista) porque além da escrita versejada, engendro composições musicadas, reconhecendo, apenas, a clave de sol numa composição”, afirma Turmalina Teles.

Com o selo da Editora Novo Horizonte, “Lâminas do Tempo” foi cuidadosamente elaborado, sendo composto por 5 partes (lâminas), cadernos de poesias: “Busca”, “Tempo”, “Versos convexos”, “Outros poemas” e “Tempo para pensar”. A obra contou com o prefácio da escritora e pesquisadora, Lourdes Sarmento. “Turmalina não deixa a voz presa na garganta. (...) Em meio a farto material de trabalho coube-me escolher 100 poemas. De tudo que analisei, de tudo que pensei encontrar, era muito simples, ao mesmo tempo pintado com tintas de dor, lágrimas e prazer. Trata-se de um livro com endereço certo. Endereço percorrido no Pátio de São Pedro e das ruas do Recife que se debruçam no rio Capibaribe”, ressalta Lourdes Sarmento.
Para a escritora Ariadne Quintella, Turmalina não se limita apenas a uma temática “é como se dentro dela houvesse uma combinação de vigor social, do mundo real e do imaginário popular, sem choques de substâncias de qualquer espécie, porque a poesia de Turmalina é uma lição de vida e de beleza, atributos que se corporificam no instante de sua criação”, destaca Ariadne em “Voo Livre”.