Crônicas intimistas em A Morte Cega
Livro da escritora Djanira Silva trata de temas como morte, solidão e angústia

 
     
 

Gabriela Ribeiro


Uma obra dedicada à alma e aos sentimentos. Assim pode ser definido o livro A Morte Cega, da escritora Djanira Silva, lançado recentemente. A autora, que é membro da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, afirma ter revelado, nesta publicação, outro lado, pouco conhecido da sua escrita.

O livro reúne crônicas intimistas em torno de temas como a morte, saudade, angústia, tristeza e solidão. “São coisas que eu não costumo falar para ninguém e resolvi colocar no papel”, declara. Nos textos, Djanira fala sobre sentimentos, sem revelar os nomes dos protagonistas de cada situação vivida. Desta forma, o leitor pode se identificar, de forma mais próxima, com cada momento de dor descrito nos textos. “O leitor é meu parceiro”, garante.

Segundo Djanira, a primeira crônica, que dá nome ao livro, trata da morte do seu marido, com quem viveu por 23 anos. “Falo da morte do meu companheiro, que foi uma grande perda que tive”, diz a escritora. A obra tem ainda crônicas que fazem referência ao medo, indecisão, revolta, maldade, entre outro temas.

Premiada pela Academia Pernambucana de Letras – APL, em 2001, com a obra de contos e crônicas O Olho do Girassol, Djanira também é autora do livro Em ponto Morto; A Magia da Serra; Maldição do Serviço Doméstico; Reescrevendo Contos de Fadas (obra conjunta); Memórias do Vento e Pecados de Areia.

Com formação em Direito e Jornalismo, Djanira já foi colaboradora dos jornais Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio, Diário da Noite, Folha da Manhã, A Voz de Pesqueira e Folha de Pesqueira.