Está Declarado

Pronto,
está decidido:
vou viver
e não me interessa mais o “por quê?”
Vou deixar que o sol me veja
por sua íris dourada
e até me faça gravado
na sua retina inflamada.
E nem quero saber
se é ultra a violeta,
se o vermelho é infra,
se sem ozônio há vendeta.
Vou amar e ser amado,
ter a amiga ao meu lado,
e que o amor aconteça
aqui, ali, acolá
do jeito que agradar,
no coração, na cabeça
ou da cintura pra baixo.
E nem quero saber
Se Reich vai entender,
Freud vai explicar
ou onde está o pecado.
Viver, amiga, amor...
está declarado!