Nascido no dia 2 de julho de 1930 no município de Pesqueira (PE), Audálio Alves Pereira pertenceu a Geração de 50, ao lado de grandes nomes da poesia pernambucana como Carlos Pena Filho, Edmir Domingues, Mauro Mota, entre outros. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras, ocupando a cadeira n° 8. Bacharelou-se em Línguas Neolatinas pela Universidade Católica de Pernambuco e em Direito pela Faculdade de Direito do Recife.
 
 

Exerceu o jornalismo como redator literário do Jornal do Commercio, a advocacia, o magistério e cargos públicos. Ocupou a direção de entidades culturais, sendo diretor de assuntos culturais da Fundarpe, e idealizador e primeiro supervisor do “Espaço Pasárgada”. Sua estréia na poesia começou em 1954, com o livro Caminhos do Silêncio. A segunda obra Alicerces da Solidão (1959) foi bem recebida pela crítica. Em Canto Agrário (1962), conquistou o reconhecimento fora do país.

O trabalho teve comentários do crítico Armand Guilbert e foi eleito na França pela crítica especializada como um dos melhores livros do ano. Audálio Alves também começou um movimento de grande repercussão nacional, o Movimento Espectralista , termo criado pelo poeta pernambucano Joaquim Cardoso ao sincretismo poético integral. Segundo Audálio Alves o movimento “tem como escopo – enquanto ação – libertar o Poeta da submissão de sua arte a qualquer ismo facciosista para utilização oportuna de todas as tendências já experimentadas pela sucessividade histórica, em conjunto e confronto com as que venham a aparecer ao tempo de realização do poema, num esforço seletivo universal”.

Ao escrever a orelha do Canto por Enquanto, Mauro Mota se referiu à obra como “um achado”. “Audálio Alves antecipa-se, chega à culminância de sua força criadora. Reúne composições que entram no acervo mais representativo da poesia brasileira. Não só pelos temas porque os temas constituem um patrimônio público. E sim pela forma pessoal de tratá-los no transfigurativo e na comunicação (...) Isso, e isso tudo, Audálio Alves obtém”. O poeta Audálio Alves faleceu, aos 69 anos, no dia 08 de abril de 1999.

>> Das obras do autor:
- Caminhos do silêncio. 1954.
- Alicerces da solidão. 1959.
- Olhar dá sede. 1961.
- Canto agrário. 1962.
- Romanceiro do canto soberano. 1966.
- Canto da matéria viva. 1971.
- Espaço imigrante. 1982.
- Canto por enquanto. 1982.
- O dia amanhece em minhas mãos. 1987.